Ah, essas mulheres de beleza farta
Generosa elegância, macias franquezas
Fluidos passos...Luízas, Bias e Martas
Desfilam a brancura de roliças coxas
Desbancando as jovens magras moças
Mulheres que degustam sonhos arrancando suspiros.
Desses não se vende no armazém
Mas no escuridão do desejo
No profundo da alcova
Prazer sem culpa, que tudo prova
com ares de desdém.
Um espaço destinado ao que vier para contribuir, para estar junto de alguma forma. Um espaço onde se crie o benefício da dúvida. Aqui, FORA com as certezas!
domingo, 4 de outubro de 2009
segunda-feira, 6 de julho de 2009
ciclos
Nova fase! não...eu não sou lua infelizmente.
Novos ares, soprarão em minha face e voarei com eles
Sei que vou querer voltar, vou brigar comigo e tudo mais.
Tem volta não, agora é recomeço.
Novos ares, soprarão em minha face e voarei com eles
Sei que vou querer voltar, vou brigar comigo e tudo mais.
Tem volta não, agora é recomeço.
domingo, 17 de maio de 2009
Ensaio sobre a bobeira - U.T.I
Ontem eu percebi que estava caminhando para a falência das múltiplas facetas da vida.Me vi perneta de comparsas, sem música no repertório ou astúcia ensaiada. Não gostei do que vi no espelho dos olhos do artista.Estupefata com a sede que sentia quis beber das fontes como cachorro louco jogado na estrada.Agora entendo porque tantos preferem nem ver ou tentar chegar ás estrelas. Um instante de lucidez vale uma vida de frustração se acaso não fores em frente. Enfrente!O lento conformar-se da vida chega insidioso com cara de conforto e se não ficares atento, bye bye. Já foi.Isso foi o que me fez o Arnaldo Antunes ontem na virada cultural. Valeu maluco.
quinta-feira, 23 de abril de 2009
"O niilismo, portanto, tal como Nietzsche o concebe, não consiste apenas na desvalorização dos valores supremos aceitos, pois a ruína desses valores torna urgente a criação de novos valores que os substituam. O niilismo seria a característica desse estádio intermediário, entre o crepúsculo dos deuses antigos e o anúncio do mundo novo, feito à imagem e semelhança do homem."
Não sei... depois de tanto tempo sem conversar com minha mulher interior, agora estou de volta ao blog. Não sei por quanto tempo pois estão atrás de mim e de repente o mundo irreal me sequestra novamente e arrasta para o cativeiro dos shoppings e telenovelas.
Tenho a impressão de ter muito a dizer sobre esse trecho que colhi no google, mas me faltam palavras (ou seria vontade?).
Cansei de palavras ao vento...estou mais para o vento sem palavras.
Não sei... depois de tanto tempo sem conversar com minha mulher interior, agora estou de volta ao blog. Não sei por quanto tempo pois estão atrás de mim e de repente o mundo irreal me sequestra novamente e arrasta para o cativeiro dos shoppings e telenovelas.
Tenho a impressão de ter muito a dizer sobre esse trecho que colhi no google, mas me faltam palavras (ou seria vontade?).
Cansei de palavras ao vento...estou mais para o vento sem palavras.
sábado, 15 de novembro de 2008
Carpinteira do Universo
Fico aqui a pensar na quantidade de pessoas que preciso conhecer. Devo ter algum radar com defeito pois, acreditem: Eu só cruzo aquelas que definitivamente NINGUÉM MERECE conhecer.
Pessoas vazias, incertas, latas de lixo prontas a serem reviradas por algum renitente reciclador de merda como eu.
Tenho grande ânsia de meter-me debaixo dos lençóis e dizer: Agora quem não quer sou eu! Fazer birra de criança boba mesmo...deixar de comer, ter crises de choro, tirar o telefone da tomada, a campainha do gancho...dar o cachorro embora.
E assim ficar. Mas nem isso!!! Preciso trabalhar, interagir com os poucos seres humanos que ainda me solicitam (uns 5 no máximo).
Eles sim merecem meus passos, minhas palavras, minha dedicação e até lágrimas se for preciso.
Mas existe um esperança maluca dentro de mim que insiste em dar crédito a qualquer pessoa que se apresente com a mínima chance de ser legal. Resultado? Levo a pior.
Minhas ruguinhas vão aumentando, meus ossos doem de tristeza cada vez que percebo (amiúde tardiamente) a merda começando a se mostrar em toda sua majestade naquele serzinho tão promissor.
Eu não sou melhor do que ninguém, mas decididamente eu mereço um pouco mais de consideração do que tenho tido.
Revoooooltaaaaaaaa.
terça-feira, 28 de outubro de 2008
_inter_valo

Não sei onde estive, ainda me perguntam!
Não vi quanto tempo passou, mas foram-se os dias
Meus olhos estão cansados, a vista sem vista e um tanto cega.
Meus olhos estão cansados, a vista sem vista e um tanto cega.
Cega de ver tanta claridade, inverdades correndo soltas.
Meus parênteses sem efeito, colchetes que não abotoam meu texto roto.
Tento aqueles que sumiram, faço contato. Não, ninguém esteve onde fui.
Meus amigos não sabem dizer se sou ainda importante, eu perdi os compromissos,
apontamentos sem valia agora.
Porém, volto renascida de algum lugar que já me expulsou. Parto sem dor,
analgesia plena e irritada.
quinta-feira, 2 de outubro de 2008

CHUVAS
Eu sinto as gotas que ainda são nuvens.
Algodão molhado nos meus olhos, água.
A saliva some da boca, ferrugem.
No coração um susto de pesadelo.
Ainda sou menina, sou pequena querendo caber no colo de meu pai.
Dia amanhecendo nublado, a rua varrida de folhas encharcadas.
Todos os trovões calaram-se, só não cala essa voz teimosa em mim chamando para a vida.
Resolvo obedecer, ainda é cedo para desistir.
Tenho talentos a acordar, lenha pra queimar, risos a explodir entre amigos...
Abrirei meu guarda-chuva e sairei para a rua, olhando com atenção redobrada: "Cuidado meu bem, há perigo na esquina".
Obrigada, Elis ( e Belchior, agora que a Gauche me ensinou). ;)
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