quarta-feira, 25 de abril de 2012

SABE, NA MINHA INFÂNCIA COSTUMAVA OLHAR-ME (NÃO NO ESPELHO, A OLHO NU MESMO) E PERGUNTAR QUE NEGÓCIO ERA ESSE DE SER EU. DE QUE ERA FEITA A PELE, QUEM TINHA FEITO AS ESTRADAS, A GRAMA , QUEM TINHA INVENTADO A GELADEIRA. COMO É QUE AS COISAS PODIAM SIMPLESMENTE JÁ ESTAR LÁ QUANDO NASCI? ACHAVA O MUNDO ESTRANHO... DEPOIS FUI ME ACOSTUMANDO A ELE, MAS ELE ACHO QUE NUNCA ME RECEBEU MUITO BEM. HOJE EU AINDA NÃO SEI DIREITO COMO É QUE NÃO ACONTECE UM CAOS (MAIOR DO QUE JÁ EXISTE), POIS A ÚNICA COISA QUE CONTÉM A EMOÇÃO HUMANA É SUA CONSCIÊNCIA. E JÁ QUE ELA NÃO ANDA LÁ ESSAS COISAS, ÁS VEZES ME DÁ MEDO QUE ALGO MAIOR QUE UM TSUNAMI POSSA INUNDAR A MENTE HUMANA NUM TRANSE COLETIVO. SÃO MINHAS FANTASIAS DE MENINA AINDA CREIO EU. POR ENQUANTO, TUDO EM PAZ DO LADO DE CÁ.

Um comentário:

Platônico Socrático Pereira da Silva disse...

Oi.
vi seu comentário de uma poesia minha há 5 anos atrás e fui te ver hoje no Recanto das Letras e achei o endereço desse seu blog e li esse texto do seu estranhamento com o mundo e ele é igual ao meu estranhamento de quando eu tinha 11 anos e ficava pensando se eu era uma pessoa normal ou se tinha alguma identidade secreta que estava por se revelar.